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Certificados de aforro atingem novo máximo: o que explica a subida

Equipa Ativos.pt

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Redação

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Certificados de aforro atingem novo máximo: o que explica a subida
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O investimento em certificados de aforro aumentou 16%, levando o montante aplicado a um novo máximo. A subida ocorre num momento de transição para os aforradores: depois de um período de taxas de juro elevadas, a descida da Euribor reduz progressivamente a remuneração de vários produtos de poupança, incluindo os instrumentos cuja taxa está indexada ao mercado monetário.

O crescimento não significa necessariamente que estes títulos ofereçam hoje a remuneração mais elevada do mercado. Mostra, antes, que continuam a ser usados como instrumento de preservação de capital, diversificação e gestão de liquidez por uma parte significativa das famílias.

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Porque estão os certificados de aforro a crescer

Há várias explicações possíveis para o novo máximo. A primeira é o reinvestimento de poupanças constituídas durante o ciclo de subida dos juros. Muitos investidores procuraram alternativas de baixo risco quando a inflação e as taxas diretoras aumentaram. Mesmo com uma remuneração agora menos favorável, a familiaridade do produto e a perceção de segurança podem incentivar a manutenção ou renovação das posições.

A segunda razão está relacionada com a preferência por produtos simples. Os certificados de aforro não exigem acompanhar diariamente o preço de uma obrigação ou de um fundo. O investidor conhece as regras de remuneração, os prazos de mobilização e o enquadramento fiscal antes de subscrever, embora a taxa efetiva possa variar ao longo do tempo.

Existe ainda um efeito de comparação. Com a volatilidade dos mercados financeiros e a incerteza económica, alguns aforradores podem aceitar uma rentabilidade potencialmente inferior em troca de menor oscilação do valor. Esta escolha é particularmente relevante para objetivos de curto e médio prazo, nos quais uma perda temporária de capital pode ser difícil de suportar.

Certificados de aforro: como funciona a remuneração

A taxa dos certificados de aforro está associada a uma fórmula regulamentar, que incorpora uma referência de mercado e limites máximos ou mínimos, além de eventuais prémios previstos para determinados escalões de permanência. Por isso, a taxa observada no momento da subscrição não deve ser confundida com uma remuneração fixa durante toda a vida do investimento.

As condições dependem também da série subscrita. A série E e a série F têm regras próprias, pelo que comparar apenas a taxa anunciada pode conduzir a conclusões incompletas. É necessário verificar a fórmula aplicável, a capitalização dos juros, os prémios de permanência, as condições de resgate e o tratamento fiscal.

A descida da Euribor tende a exercer pressão sobre a remuneração dos instrumentos indexados. O impacto, contudo, não é instantâneo nem necessariamente igual em todos os produtos. Os limites da fórmula e as condições específicas da série podem amortecer ou alterar a transmissão da descida das taxas.

A evolução do contexto

  1. 2022-2023
    Subida das taxas
    A inflação e a política monetária mais restritiva aumentaram o interesse por produtos de rendimento conhecido.
  2. 2024-2025
    Reavaliação das alternativas
    A descida das taxas começou a alterar a comparação entre produtos de poupança, depósitos e obrigações.
  3. 2026
    Novo máximo de stock
    O montante aplicado em certificados de aforro atinge um novo máximo, apesar da alteração do enquadramento de juros.

O que comparar antes de subscrever

A taxa nominal é apenas um dos elementos da análise. O primeiro ponto é a liquidez. O resgate pode não estar disponível imediatamente após a subscrição e, em algumas situações, os juros associados ao período em curso podem não ser pagos integralmente. O prazo mínimo de imobilização deve ser compatível com a utilização prevista do dinheiro.

O segundo ponto é a remuneração líquida. Os juros estão sujeitos a tributação, salvo situações específicas previstas na lei. A taxa relevante para comparação é, portanto, a que resta depois de impostos e custos, quando estes existam.

O terceiro é o risco de reinvestimento. Se a taxa de referência continuar a descer, o montante resgatado no futuro poderá ser aplicado a uma remuneração inferior. Este risco é diferente do risco de mercado de uma obrigação, cujo preço pode oscilar antes da maturidade, mas não deve ser ignorado.

Critério Certificados de aforro Obrigações Depósitos a prazo
Valor de mercado diário Não aplicável da mesma forma Pode oscilar Normalmente não aplicável
Remuneração Variável segundo fórmula Cupão e preço de compra Geralmente definida no contrato
Liquidez Sujeita às regras do produto Depende da negociação ou maturidade Depende das condições de mobilização
Risco principal Desc a da taxa e perda de poder de compra

A tabela não substitui a consulta das condições em vigor. Produtos com o mesmo perfil aparente podem ter regras diferentes quanto a resgates, capitalização e garantia.

Certificados de Aforro vs inflação

Que antiguidade precisa para bater a inflação?

Taxa Série F hoje: 2,50%|Inflação homóloga: 3,3% (31/08/2026)
  • 2-5 anos de permanência 2,75% abaixo
  • 6-9 anos de permanência 3,00% abaixo
  • 10-11 anos de permanência 3,50% ✓ bate
  • 12-13 anos de permanência 4,00% ✓ bate
  • 14-15 anos de permanência 4,25% ✓ bate
Fontes: IGCP (taxas efetivas Série F = taxa base + prémio de permanência) e Banco de Portugal (IPC). A linha vertical marca a inflação atual.

Certificados de aforro ou outras soluções de baixo risco?

Os certificados do tesouro, quando disponíveis nas condições aplicáveis, podem ser considerados por investidores que valorizam uma estrutura de remuneração diferente e um horizonte mais longo. No entanto, a comparação deve usar produtos atualmente comercializados e não versões antigas que já não aceitam novas subscrições.

Os depósitos a prazo permitem conhecer, em muitos casos, a taxa contratada para um período definido. Em contrapartida, podem impor montantes mínimos, limitar a mobilização antecipada ou oferecer uma remuneração pouco competitiva depois de impostos.

As obrigações podem apresentar uma taxa contratual mais elevada, mas envolvem riscos adicionais. Se forem vendidas antes da maturidade, o preço pode ser inferior ao valor investido. Também é necessário avaliar a qualidade de crédito do emitente, a liquidez e a duração do título.

A escolha não tem de ser exclusiva. Uma carteira de liquidez pode combinar instrumentos com diferentes prazos, desde que o aforrador saiba quando poderá precisar do dinheiro e qual a perda aceitável em cada cenário.

Três cenários para a remuneração

Taxas descem mais
A remuneração dos certificados de aforro pode diminuir, tornando mais importante comparar a taxa líquida com novas ofertas disponíveis.
Taxas estabilizam
Base
O produto mantém uma função de estabilidade, mas a vantagem relativa dependerá das condições de depósitos e obrigações.
Taxas sobem novamente
A fórmula pode beneficiar de uma referência de mercado mais elevada, embora o efeito dependa dos limites e regras da série.

Como interpretar a série F

A série F merece atenção porque as pesquisas e dúvidas dos aforradores se concentram frequentemente na sua taxa, no cálculo dos juros e na possibilidade de resgate. A resposta à pergunta «qual é o juro dos certificados de aforro série F?» não é necessariamente uma percentagem fixa para todo o período.

É preciso confirmar a taxa aplicável à data relevante, a fórmula regulamentar, o eventual prémio de permanência e a tributação. O valor apresentado num simulador pode ser uma estimativa e não uma garantia de rendimento futuro, sobretudo quando depende de uma variável de mercado.

Também importa distinguir uma simulação de capital acumulado de uma previsão. A primeira aplica regras conhecidas a determinados pressupostos. A segunda tenta antecipar taxas futuras e envolve incerteza. Quanto mais longo for o horizonte, maior tende a ser a diferença entre o resultado estimado e o resultado efetivo se as taxas se alterarem.

O que verificar antes do investimento

Antes de subscrever ou reforçar

  • Confirmar a série e as condições atualmente em vigor
  • Calcular a remuneração líquida de impostos
  • Verificar o prazo mínimo até ao resgate
  • Comparar com depósitos, obrigações e liquidez disponível
  • Simular cenários de descida e subida das taxas
  • Evitar aplicar dinheiro destinado a despesas imediatas

A concentração excessiva num único produto também pode criar riscos. Mesmo quando o capital é considerado de baixo risco, a inflação pode reduzir o poder de compra se a remuneração líquida ficar abaixo da subida dos preços. A análise deve, por isso, considerar o retorno real, isto é, a diferença entre o rendimento líquido e a inflação.

Conclusão: crescimento não equivale a melhor retorno

O novo máximo dos certificados de aforro confirma a sua relevância entre os produtos de poupança das famílias, mas o aumento do investimento não prova que sejam a solução mais rentável em 2026. O crescimento pode refletir segurança percebida, simplicidade e decisões tomadas durante um período de incerteza.

Para avaliar o produto, é essencial separar três perguntas: quando será necessário o dinheiro, quanto risco de perda temporária é aceitável e como poderá evoluir a taxa de referência. A decisão deve basear-se na remuneração líquida, na liquidez, na inflação e nas regras específicas da série, não apenas no máximo histórico do montante aplicado.

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