Ouro
O ativo de refúgio universal e a sua importância histórica como reserva de valor.
O ouro é um metal precioso que tem sido utilizado como reserva de valor e meio de troca há milhares de anos. No contexto de investimento moderno, é considerado o principal “ativo de refúgio”, o que significa que os investidores tendem a procurá-lo em tempos de incerteza económica ou instabilidade geopolítica.
Como Funciona o Investimento?
Existem várias formas de investir em ouro:
- Ouro Físico: Comprar barras ou moedas de ouro e guardá-las num local seguro (cofre pessoal ou de um banco). Esta é a forma mais direta de possuir o ativo.
- “Ouro Papel”: Investir através de instrumentos financeiros que replicam o preço do ouro, sem ter a posse física. Os mais comuns são os ETCs (Exchange-Traded Commodities). Um ETC de ouro é muito semelhante a um ETF, sendo negociado em bolsa e representando uma certa quantidade de ouro guardada por uma instituição depositária.
Papel numa Carteira de Investimentos
O ouro é frequentemente utilizado para:
- Diversificação: O seu preço tende a ter uma correlação baixa com o mercado de ações. Quando as ações caem, o ouro por vezes sobe.
- Proteção contra a Inflação: Historicamente, o ouro tem mantido o seu poder de compra ao longo do tempo, protegendo o capital da desvalorização causada pela inflação.
- Reserva de Valor: É um ativo tangível com um valor intrínseco aceite globalmente.
Tributação em Portugal
O regime fiscal do ouro tem uma particularidade importante:
- IVA: O “ouro para investimento” (definido por lei, geralmente barras e moedas com alta pureza) está isento de IVA em Portugal e na União Europeia.
- Mais-Valias: Os lucros obtidos com a venda de ouro (físico ou através de ETCs) são considerados mais-valias e tributados à taxa de 28%, com a opção de englobamento.